Associações universitárias apelam a uniformização da propina

 A uniformização das propinas ao nível do ensino superior no país deve mobilizar as autoridades e os parceiros privados na busca das melhores soluções e que se revejam na necessidade de formação dos quadros internamente a custos equilibrados.

Para a presidente da União de Estudantes de Ensino Superior de Angola UEESA, Yolanda de Sousa, a necessidade de uniformização das propinas deve-se ao facto de os investidores privados, neste segmento de negócios, não olharem apenas para o ensino unicamente como fonte de rendimento, uma vez que a grandeza de um país mede-se pela qualidade e quantidade dos seus quadros.

“Sabemos que estamos a falar de um investimento privado que tem como finalidade o lucro, mas é preciso ponderação”, disse.

Por seu turno, a presidente da Associação dos estudantes da Universidade Católica de Angola, Diana Pereira, advogou que as instituições privadas não devem privar o acesso à nota e outros serviços administrativos quando existe atraso no pagamento da propina.

Já o Adelino Henriques, presidente da Associação de estudantes Universidade privada de Angola UPRA, disse que a principal dificuldade com que os estudantes se deparam tem que ver com a confirmação de matrículas. Segundo explicou, no acto de confirmação o estudante é forçado a pagar o equivalente a 50 mil kwanzas à partida, sendo 25 mil para confirmação de matrículas e outra parcela igual referente as propinas, facto que considera inaceitável.

 

Fonte: Jornal de Economia & Finanças (Ediçoes Novembro), edição 186

publicado por associacao-estudantes-uan às 16:15 | link do post | comentar